Projetos regionais se voltam para inovação

O 1º Encontro de Genomas Regionais, que terminou ontem em Campinas, mostrou que os projetos participantes estão preocupados em resolver problemas nas áreas de saúde e de agricultura, além de ampliar a capacitação em genômica no Brasil.
O encontro, que ocorreu quatro meses após o lançamento do programa pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), serviu como “brainstorm” (reunião de idéias), disse Gonçalo Pereira, organizador do encontro e coordenador do genoma da vassoura-de-bruxa (doença do cacau).
“A idéia é que os grupos possam trocar experiências, discutir problemas que estejam acontecendo na implantação dos programas e evitar que erros cometidos em genomas passados sejam repetidos. Não queremos ninguém reinventando a roda”, afirmou.
Apesar do apoio financeiro do ministério, todos os projetos (veja quais são no quadro acima) contam também com o suporte das instituições estaduais de pesquisa onde estão sendo conduzidos.
A visão pragmática do programa pode ser exemplificada pela declaração do coordenador do Genopar -o professor Fábio Pedrosa, da Universidade Federal do Paraná-, que sequencia o genoma da bactéria fixadora de nitrogênio Herbaspirilum seropedicae: “Poderíamos chegar a uma economia de US$ 420 milhões anuais se conseguíssemos substituir a adubação nitrogenada em milho”. A H. seropedicae está associada a várias plantas (trigo, arroz, cana e sorgo).
Para reforçar a necessidade de chegar a um ou mais produtos finais, após o fim do sequenciamento dos genomas, alguns projetos já se encaminham para parcerias com a iniciativa privada. É o caso do genoma do eucalipto, que conta com o apoio de várias indústrias nacionais produtoras de papel e celulose.
Durante a reunião, o coordenador da Rede de Biologia Molecular Estrutural da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), Rogério Meneghini, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, anunciou que o programa deixa de ser restrito ao Estado de São Paulo e passa a abrigar dez projetos nacionais.
A rede tem por objetivo determinar a estrutura tridimensional das proteínas e capacitar pessoal na área. “Hoje somos responsáveis por apenas 0,3% da produção mundial. Queremos chegar nos próximos 4 ou 5 anos a pelo menos 1%”, afirmou Meneghini.
A importância de determinar a estrutura de proteínas é que sua função decorre da forma. O formato tridimensional da proteína indica interações possíveis com outras moléculas, como se fossem chaves e fechaduras.


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